Poucos insumos têm tanto peso na produtividade e no custo da agricultura brasileira quanto os fertilizantes.
O Brasil ocupa uma posição de destaque na produção mundial de alimentos, mas ainda depende fortemente do mercado internacional para abastecer suas lavouras. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, mais de 80% dos fertilizantes utilizados no país são importados.
Essa dependência torna o produtor brasileiro mais exposto a fatores que acontecem muito longe da propriedade: conflitos internacionais, preço do gás natural, câmbio, logística marítima e decisões comerciais dos principais países fornecedores.
Por isso, a criação do Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, o Profert, merece atenção de toda a cadeia do agro.
O que é o Profert?
A Lei nº 15.496, sancionada em 3 de setembro de 2026, instituiu o Profert com o objetivo de estimular a produção de fertilizantes e matérias-primas em território nacional.
Entre os objetivos definidos pela legislação estão reduzir a dependência externa, ampliar a estabilidade do abastecimento e diminuir custos ao longo da cadeia agropecuária. O programa contempla fertilizantes sintéticos, minerais e orgânicos, além de remineralizadores, bioinsumos e biofertilizantes.
A legislação também prevê uma participação crescente de fertilizantes nacionais na mistura comercializada no país. O percentual mínimo previsto começa em 2% em julho de 2027 e deve chegar a 10% até janeiro de 2037.
Por que isso importa para quem está dentro da porteira?
A resposta está no custo e na segurança de abastecimento.
Quando uma parcela muito grande do fertilizante precisa atravessar milhares de quilômetros até chegar à lavoura brasileira, acontecimentos internacionais podem rapidamente alterar preços e disponibilidade.
Para o produtor, isso significa maior dificuldade para prever custos.
A ampliação da indústria nacional não deve eliminar a necessidade de importações no curto prazo. Trata-se de uma mudança estrutural, que tende a acontecer gradualmente.
Mesmo assim, aumentar a produção interna pode ajudar o Brasil a diversificar fornecedores, desenvolver novas tecnologias e reduzir parte da vulnerabilidade da agricultura às oscilações internacionais.
Mais oferta não elimina a necessidade de eficiência
Existe outro ponto fundamental nessa discussão.
Fertilizante mais disponível não significa que deve ser utilizado sem planejamento.
O custo de fertilidade continua sendo uma parte importante da formação do custo da lavoura. Por isso, o produtor precisa olhar para análise de solo, histórico produtivo, expectativa de rendimento e características de cada área.
A agricultura de precisão reforça essa lógica ao reconhecer que uma lavoura não é necessariamente uniforme. Diferentes partes de um mesmo talhão podem apresentar condições distintas e exigir estratégias específicas de manejo.
O futuro da fertilidade passa, portanto, por duas frentes: segurança de abastecimento e eficiência no uso dos nutrientes.
É justamente na tomada de decisão que a assistência técnica ganha importância.
A Camsul realiza diagnóstico da propriedade considerando fatores como solo, clima, histórico de produção e manejo. A partir dessas informações, seus profissionais podem acompanhar o desenvolvimento das culturas e auxiliar na elaboração do planejamento agrícola.
A cooperativa também oferece produtos para o campo e a lavoura e trabalha com uma equipe preparada para orientar o produtor na escolha das soluções adequadas.
Em um mercado sujeito a mudanças de preços e disponibilidade, planejar as necessidades de insumos com antecedência é uma forma de reduzir incertezas.
Uma mudança estratégica para o agro brasileiro
O Profert não mudará o mercado de fertilizantes de um dia para o outro.
Mas a criação de uma política específica para ampliar a produção nacional mostra que a dependência externa passou a ser tratada como um tema estratégico para a segurança do agronegócio brasileiro.
Dentro da propriedade, a estratégia continua sendo clara: acompanhar o mercado, planejar antecipadamente e utilizar os nutrientes com eficiência.
Na Camsul, o cooperado encontra orientação e suporte para transformar planejamento em produtividade.

