Recuperação do setor de máquinas agrícolas já começou, diz diretor da Valtra

Foto: Divulgação

O segundo semestre de 2016 marcará o início da retomada do setor de máquinas agrícolas no Brasil. “A trajetória de volta já começou”, disse o diretor Comercial da Valtra, Paulo Beraldi, durante a Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer), que ocorre na cidade de Esteio.

Beraldi também espera que a feira reflita este cenário de retomada, com resultados de negócios melhores do que os obtidos na edição passada. “A Valtra fez encontros na semana passada em diferentes cidades do Estado, antes de começar a Expointer. Pelo pré-evento acho que este ano será melhor”, revelou.

Em linha com o discurso de outras montadoras presentes na Expointer, a empresa atribui o otimismo a um conjunto de fatores, como o aumento da renda do produtor e a perspectiva de clima favorável – com previsão de um La Niña moderado. Nesse contexto, Beraldi ressalta que a mudança percebida nas condições de crédito também é fundamental para permitir o aumento das vendas. “O agricultor hoje tem acesso a crédito com uma regra mais definida e com um processo mais focado em rapidez. Isso define uma melhoria de mercado tanto em tratores como em colheitadeiras”, afirmou.

O executivo lembrou que o faturamento da empresa depende cerca de 80% de crédito concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Recebemos aqui na feira o pessoal do BNDES de Brasília e do Rio. Estou bastante otimista.” Apesar do otimismo, a Valtra entende que o processo de retomada esperado para os próximos meses não será suficiente para evitar uma queda do setor de máquinas este ano. Os dados apresentados pela companhia na Expointer indicam uma previsão de estabilidade para a indústria de colheitadeiras em 2016, mas um recuo de 10% no mercado de tratores.

O crescimento, de acordo com Beraldi, poderá vir somente em 2017, e ainda assim de forma tímida. “Para o ano que vem esperamos um mercado um pouco superior ao deste ano. O país precisa encontrar a forma de estabilidade. O agricultor é o público mais conservador que existe”, avaliou.

Fonte: Globo Rural

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