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Transição climática em 2026: por que aumenta a incerteza e como nós, da Camsul, vamos ajudar você a atravessar esse período

Cooperado, 2026 começou num “modo transição” do clima: quando não existe um fenômeno dominante “mandando” no padrão (como um El Niño forte ou uma La Niña forte), a tendência é termos mais variabilidade, menos previsibilidade e mais ocorrência de extremos localizados (chove muito num lugar e falta chuva no outro, ou chove fora de hora). É exatamente nesse tipo de cenário que a nossa orientação mais importante é: monitoramento + decisão por janela + manejo adaptativo.

A análise publicada a partir do relatório da StoneX aponta que a La Niña fraca de outubro/2025 deve perder força, com retorno à neutralidade do ENSO até março, e isso ajuda a explicar por que o começo do ano tende a ser mais “irregular”.
Esse sinal também aparece em centros internacionais: a NOAA/CPC indica ENSO-neutral provável pelo menos até o fim da primavera do Hemisfério Norte de 2026, e atualizações recentes reforçam a transição para neutralidade no curto prazo.


O que muda na prática quando o clima está “em transição”

Quando o clima fica mais dependente de mecanismos regionais (e menos “puxado” por um grande padrão global), três coisas tendem a pesar mais no campo:

1) Chuva mal distribuída vale mais que “chuva na média”

Mesmo que o acumulado do trimestre pareça normal, a StoneX destaca que o risco está na má distribuição temporal: períodos secos no meio de fases críticas e pancadas concentradas que não “entram” no solo como deveriam. Isso aumenta a variabilidade de produtividade e dificulta previsões.

2) Calor acima da média aumenta demanda por água

Para o primeiro trimestre, a tendência é de temperaturas acima da média em muitas regiões, elevando evapotranspiração e pressionando o balanço hídrico das lavouras.

3) Eventos “intrassazonais” ganham protagonismo

A StoneX cita a Oscilação Madden–Julian (MJO) ativa no início do ano, reforçando que esses pulsos atmosféricos podem bagunçar a distribuição de chuva e a leitura do tempo. A literatura científica também reconhece que MJO e ENSO influenciam o regime de chuvas na América do Sul, especialmente no verão.


Onde estão os principais pontos de atenção para o agro brasileiro

A preocupação aqui não é “pânico climático”. A própria análise ressalta que não há sinal de choque sistêmico de oferta, o que existe é risco distribuído (vários riscos médios ao mesmo tempo).

Fevereiro: o “mês do detalhe” para a safrinha

Fevereiro aparece como o mês em que déficits temporários de umidade podem comprometer emergência, vigor inicial e raiz do milho, ao mesmo tempo em que o calor aumenta exigência hídrica. E se atrasar a semeadura, cresce o risco de a cultura avançar para outono (menos radiação/condição térmica).


O que nós recomendamos fazer agora (sem complicar)

A vantagem, em ano de transição, costuma ir para quem ajusta rápido. A StoneX é bem direta: ganhará competitividade quem fizer “leitura fina” da estação, acompanhando chuva por distribuição e ajustando manejo por estádio da cultura, indo além de média histórica.

Aqui na cooperativa, traduzimos isso em um checklist simples:

1) Tratar calendário como estratégia (e não como tradição)

  • Planejar janelas de operação (colheita/plantio) com base em boletins oficiais e atualização semanal.
  • Revisar “plano A e plano B”l: qual decisão muda se chover mal distribuído por 10–15 dias?

Para apoiar isso, a gente recomenda acompanhar os boletins do INMET e as notas climáticas do CPTEC/INPE, que trazem visão probabilística trimestral.

2) Manejo para segurar água no sistema

Em ano irregular, o ganho muitas vezes vem de detalhes de solo:

  • palhada e cobertura,
  • redução de escorrimento,
  • planejamento de operações que preservem estrutura do solo.

3) Safrinha: decisão por umidade e risco de janela

Se fevereiro é o mês mais sensível, como apontado no relatório, nosso foco é te ajudar a decidir com base em:

  • umidade no solo no momento da implantação,
  • previsão de chuva (não só volume, mas distribuição),
  • risco de empurrar ciclo para o outono.

4) Gestão de risco: comercial e produtiva

Ano de transição climática costuma aumentar a importância de:

  • seguro/PROAGRO quando aplicável,
  • comercialização escalonada (não depender de um único momento),
  • planejamento de caixa para evitar decisão forçada.

Estamos com você!

Cooperado, a mensagem principal é: 2026 pede gestão ativa. A transição do ENSO para neutralidade tende a deixar o clima menos “guiado” por um padrão único e mais suscetível a irregularidades, e isso exige monitoramento e tomada de decisão por janela.

Se você quiser, nós podemos transformar isso em plano prático por cultura e região: o que observar na sua janela, quais decisões não podem atrasar e quais dá para escalonar.FONTE: portaldoagronegocio.com.br, stonex.com, canalrural.com.br, cnnbrasil.com.br.

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